Zé Márcio – Corredor e Diabético

Correndo com prazer, vivendo com saúde

Demorou mas saiu, já passaram 3 semanas e só agora consegui publicar esse post. Após a corrida em Paris, passei alguns dias em Londres e, de volta ao Brasil, fiz duas viagens a Brasilia, de onde cheguei sexta-feira.

A Meia Maratona de Paris foi a corrida de melhor organização que eu já participei, não posso dizer que foi a minha melhor corrida por estar sem meu condicionamento ideal, melhor dizendo, meu condicionamento está a anos-luz do ideal.

Vamos à análise:

Pré corrida: a inscrição foi feita pela Internet, com a necessidade do envio  de atestado médico pelo correio ou sua apresentação no momento de entrega do kit. As inscrições foram encerradas vários meses antes da corrida. A entrega do kit, realizada na sexta e no sábado anteriores à corrida, foi bem organizada, sem filas e com uma boa quantidade de stands de produtos esportivos. O kit foi bem simples, com um destaque para o chip, anexado ao número de peito, e além disso, apenas o trivial das corridas que temos por aqui.

Concentração: a manhã de domingo começou muito fria, entre 6 e 8ºC, a corrida começaria às 10h00, permitindo que eu acordasse um pouco mais tarde, o plano era chegar ao local de largada por volta das 9 horas. E assim foi, cheguei com bastante tempo para entender como a largada seria e me preparar para a corrida. O guarda-volumes tinha uma grande estrutura, com 26 boxes (identificados por letras) recebendo nossos pertences, sem que houvesse uma separação por número de peito; podíamos escolher o box com menos fila e lá deixar, recebi uma pulseira com a identificação do box e um número atribuído à minha sacola.  O local da concentração, entre o Castelo de Vincennes e a entrada do Parc du Floral, era bem ampla permitindo uma boa distribuição das estruturas de suporte à corrida.

Largada:  eu não posso dizer se havia ou não pipoca nessa corrida, mas uma coisa eu posso afirmar: pelo pórtico de largada passaram apenas os atletas inscritos. Explico:  a área da largada estava toda delimitada por cercas de 2 metros de altura e com staffs cuidando para que ninguém invadisse. Essa área estava dividida em 5 partes, a primeira, dedicada à elite e aos corredores com tempo inferior a 1h30, começava no pórtico de largada, em outras partes, igualmente separadas por grades, ficavam os grupos de 1h40, ah50, 2h00 e acima de 2h00. A identificação do grupo se dava por uma pulseira e por uma faixa colorida no número de peito. Ao ser dada a largada, o primeiro grupo iniciou sua corrida, enquanto os demais aguardavam. Após o último corredor deste primeiro grupo sair, o segundo grupo era conduzido pelos staffs, utilizando uma fita, para o pórtico de largada, onde se esperava até que o grupo anterior estivesse a cerca de 300 metros da largada. Então o grupo era liberado. E isso foi feito para todos os grupos, sem tumulto. O meu grupo, de 2h00 demorou cerca de 25 minutos para começar a corrida. Eu achei muito boa essa organização, diminui o tumulto na largada, permitindo que todos pudessem imprimir um ritmo bom desde a largada. Só pra ter uma idéia, a largada de quase 25.000 corredores foi mais tranquila que a da Corrida da Unimed do ano passado, que não tinha mais de 1.000 atletas.

Percurso: os primeiros 5 km foram corridos entre o Parc du Floral, um belo parque que, na primavera, deve ser muito bonito, mas com o estava muito frio, as árvores estava secas e as flores nem estavam lá, e o Bois de Vincennes, um grande bosque dos arredores de Paris. Neste trecho da corrida, sem casas e pouca gente assistindo, vi muitos corredores se aliviarem nas árvores às margens da pista, mas não só homens, vi muitas corredoras abaixarem as calças e se aliviarem por ali, sem se preocupar em se esconder. Eu nunca tinha visto isso. O percurso foi bem plano, com poucas subidas, e passando por alguns pontos interessantes, como a Bastilha, as margens do Rio Sena, Hotel DeVille e Jardim Zoológico. Apesar do frio, muita gente acompanhou as corridas, aplaudindo e incentivando. O destaque do percurso, eu achei, foi a trilha sonora variada. Em vários pontos da corrida, bandas dos mais variados estilos musicais como rock, jazz, soul, blues, batucada e até musica de circo, além de uma banda militar, bom demais.

Hidratação: os postos de hidratação, diferente das corridas no Brasil, estavam posicionados a cada 5 Km. Além da água, ainda serviam bananas e laranjas, o que é interessante, mas deixa a pista mais suja e escorregadia, com as cascas deixadas pelos corredores. As lixeiras espalhadas pelo percurso não pareciam comodas para os corredores, mas nelas havia uma coisa interessante: acima das lixeiras haviam umas estruturas parecidas com as tabelas das cestas de basquete, o que ajudava os corredores a acertarem o alvo ao arremessarem as garrafinhas de água. No quilômetro 15 havia um posto de isotônico Powerade. Ao fim da corrida, muita fruta, água e isotônico a vontade.

Fotos e videos: usualmente não comento esse aspecto da corrida, mas esta corrida merece. No trecho final da corrida, onde os atletas estão mais dispersos, 4 grupos de 3 fotógrafos, postados no meio da pista, devidamente identificados, fotografavam todos os atletas e, como todos sabiam que estavam sendo fotografados, tinham a chance de tirar a cara de sofrimento e cansaço e ensaiar um sorriso, ou mesmo ajeitar a postura, para siar mais bonito na foto. A foto que ilustra este post é um exemplo, não deu pra ficar muito bonito pois a roupa não ajudou. A cada 5 quilômetros, próximo aos postos de hidratação, havia um portal e tapetes de cronometragem, junto a eles filmadoras de alta resolução registraram toda a corrida, depois, com base no momento em que você passou por cada ponto, os vídeos ficam disponíveis, ao custo de 5 euros, para download.

Pós prova: A chegada fechou a corrida com o mesmo nível de organização, logo após o pórtico, cada atleta recebia um poncho de plástico da Adidas para se proteger do frio. Pouco depois a medalha, pequena mas bonita, era entregue ao atleta, nada de papelzinho para troca, valia o seu número no peito. Frutas, água e isotônico a vontade e um certo tumulto na área de dispersão, que também era fechada como a largada, mas nada que desagradasse ou apagasse o brilho da corrida. Saindo dali, os guarda volumes sem fila, facilitavam o recolhimento dos pertences e a volta pra casa, no meu caso para o hotel.

Minha corrida: eu havia planejado fazer essa meia-maratona em menos de 2 horas, pois o clima frio ajudaria e, considerando que a meia maratona da Asics em Brasilia, em 06/11, terminei apenas 11 segundos acima de 2 horas. Mas aí veio a internação e outros probleminhas médicos que tiraram dos treinos e de algumas corridas e acabei passando muito tempo sem treinar e, ao retomar, não consegui fazer treinos longos. O resultado não poderia ser diferente, terminei a corrida em mais de 2h30, não consegui correr todo o percurso, até completar 5 quilômetros eu corri num ritmo adequado, mas a partir daí não consegui manter o ritmo e comecei a caminhar em alguns trechos, próximo ao quilômetro 12 comecei a sentir uma dorzinha de cabeça, que já tinha sentido em alguns treinos mais longos, isso também atrapalhou um pouco. Assim fui até próximo do fim, quando vi os fotógrafos, me aprumei e voltei a correr direito até o final. Nem vou dizer minha classificação, mas só pra ter uma idéia: foram 25.000 concluintes, desses, apenas 23.000 chegaram na minha frente. O nível da corrida é bom, pouca gente, além de mim, caminhando, e apenas 228 atletas não cruzaram a linha de chegada. Para que quiser ver, há o registro da minha corrida no site da Motorola. O frio me fez vestir diferente para essa corrida, usei calça e camiseta térmica pretas, não usei luvas, mas deveria ter usado, e a camiseta de manga longa da Treine Bem, assessoria de Florianópolis, que ganhei em um sorteio promovido no Twitter.

Pra fechar o post: corrida excelente, gratificante de ver a organização em todos os serviços, do kit às fotos. Ainda volto a Paris para fazer essa mesma corrida, mas com um condicionamento melho. Talvez até a maratona, que larga na Avenida Champs Elysée, passa por pontos turisticos, como a bastilha e a torre Eifell, tem um bom trecho às marges do Rio Sena, e passa pelos bosques de Vincennes e Boulogne, situados em pontos opostos de Paris, com chegada próxima ao Arco do Triunfo, local mais do que adequado para se terminar uma maratona.

Eu e minha familia planejamos a viagem para conhecer Paris, vi que a meia maratona aconteceria na época da viagem e encaixamos a corrida. Além de Paris, que é uma cidade belíssima, de onde saímos com vontade de ficar mais, apesar de termos sofrido bastante com o idioma; fomos também a Londres, outra bela cidade, com muita história, mais fácil, já que em inglês a gente se vira melhor. Um destaque que une essas duas grandes cidades: o transporte público, organizado e disponível em toda a cidade. O metrô, em Londres e em Paris, cobre praticamente a cidade toda, sendo muito fácil utilizá-lo. Em Londres, usar ônibus, os famosos ônibus de dois andares, é muito fácil, pois em cada ponto há informações suficientes para você decidir qual linha utilizar. Uma lição para as cidades brasileiras, pena que esteja tão distante de nossa realidade.

 

 

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Já são mais de dois meses sem escrever no blog, um pouco devido à desmotivação desse tempo de recesso forçado, e com isso a motivação cai um pouco, junto com o condicionamento. Peço desculpas a todos que lêem esse blog, deixei de postar muitas coisas, embora o calendário de Fortaleza não tenha sido movimentado, a não ser pelos treinos que o pessoal tem feito regularmente, prometo que logo me juntarei a eles.

Nesse período corri e pedalei pouco, e como já é tudo passado, não vou escrever um post para cada treino, apenas relaciono abaixo:

Dia 23/01 – Treino de 5 Km no Parque da Cidade em Brasilia
Dia 25/01 – Treino de 6 Km no Parque da Cidade em Brasilia
Dia 03/02 – Treino de 5,24 Km em Fortaleza
Dia 05/02 – Pedalada de 18,7 Km em Fortaleza (Passeio da Unimed)
Dia 07/02 – Treino de 4 Km em Fortaleza seguido de uma caminhada de 9 Km
Dia 09/02 – Pedalada de 23 Km em Fortaleza
Dia 16/02 – Treino de 5 Km na Beira Mar
Dia 20/02 – Pedalada de 32 Km em Fortaleza

Todos os treino acima, como vocês vão poder ver se clicarem nos links, foram feitos com o meu novo GPS, o MotoActv da Motorola, que também é um MP3 Player. Ao publicar um dos treinos no Facebook, me comprometi a escrever um post sobre o MotoActv, o que ainda não fiz. Mas farei, assim que retornar da viagem.

Hoje estou indo para Paris, onde correrei a Meia Maratona no domingo, e aproveitarei para fazer um passeio rápido em Londres. Ao retornar, terei novidades.

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O ano ainda não acabou, mas o meu ano de corrida já! O treino do dia 07/12 foi o último. No dia seguinte fui à endocrinologista levando meus últimos exames, os indicadores do fígado não estavam bons, talvez causado pela cetoacidose diabética ou pelo uso de estatinas para controle do colesterol. O fato marcante foi a restrição às atividades físicas em função disso. Ainda fiz exames nas duas semanas seguintes, para acompanhar a evolução dos indicadores, mas a evolução estava lenta, então a restrição prossegue até o próximo ano, farei novos exames em janeiro, e aí teremos um novo veredito.

Essa restrição me tirou da Corrida de Rua da Unifor, Corrida das Luzes, A Beira Mar é Sua e da São Silvestre, que o Lucas correrá e eu apenas assistirei.

Bem, já que não mais correrei este ano, este post fecha o blog este ano, só voltando a publicar algo em 2012.

Em 2011, foram 71 treinos, totalizando pouco mais de 748 quilômetros, 30 treinos de bicicleta, com o total de 590 quilômetros, e 17 corridas que totalizaram mais de 152 quilômetros. Entre as corridas, que relacionarei adiante, destaco duas das três meia-maratonas que corri, a do Rio e a Golden Four Asics Brasilia, pela excelente estrutura e pelo meu bom desempenho em ambas.

  1. 3ª Corrida da Paz – 4 Km
  2. Run For Fun Siriguela 1ª Etapa – 5 Km
  3. 9ª Meia Maratona de Fortaleza – 21,095 Km
  4. 2º Circuito de Corridas Pague Menos – 5 Km
  5. Corrida da Infantaria 2011 – 10 Km
  6. Corrida do Colégio Militar 2011 – 8,7 Km
  7. 4ª  Corrida O Povo 10 Milhas Noturnas – 8 Km
  8. 2ª Corrida do Coração – 4 Km
  9. 28ª Corrida do Fogo – 9 Km
  10. 10ª Maratona Pão de Açucar de Revezamento – 10,5 Km (duas equipes)
  11. 3º Pé na Carreira – 4 Km
  12. 2ª Corrida Beach Park – 8 Km
  13. Circuito de Corridas da Caixa 2011 – 5 Km
  14. 15ª Meia Maratona Internacional do Rio – 21,095 Km
  15. 1ª Corrida do Contabilista – 5 Km
  16. 5ª Corrida Unimed Fortaleza – 4 Km
  17. Golden Four Asics 2011 – Brasilia – 21,095 Km

Além das meia matatonas que citei, ainda devo destacar a Corrida da Caixa, em que cheguei em 4º lugar na categoria específica para empregados da Caixa, Economiários, ficando fora do pódio. Mas após avaliar os 3 primeiros classificados, que não eram empregados da Caixa e, por isso, foram desclassificados, fiquei com o primeiro lugar, meu primeiro pódio, embora não tenha subido ao pódio, pois a desclassificação dos 3 primeiros colocados ocorreu meses depois da corrida.

Então, apesar do final do ano não ser dos melhores, ter sofrido uma lesão no tornozelo que me tirou das corridas por cerca de um mês, ter sido hospitalizado por problemas da diabetes, problemas que me tiraram das corridas no final do ano, 2011 teve vários aspectos positivos, entre eles as duas meia maratonas, que foram as minhas melhores corridas, e o primeiro lugar entre os economiários na Corrida da Caixa.

Agora é aguardar que 2012 seja melhor, vou fazer minha primeira corrida fora do Brasil, a Meia Maratona de Paris, e vou iniciar minha preparação para estrear na maratona. Vamos que vamos.

Feliz 2012 a todos os meus amigos, especialmente os corredores, com quem dividi bons momentos, e à minha família, pelo apoio e amor incondicionais, a quem devo o alicerce da pessoa que sou.

 

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Este relato está atrasado, coisa frequente no blog. Este treino não foi muito bom, planejei correr 10 quilômetros, mas após 3 já estava cansado, então passei a alternar corrida e caminhada, coloquei algumas ladeiras no percurso, onde eu subia trotando e descia caminhando, assim conclui pouco mais de 10 quilômetros. Mas teve um detalhe inédito: uma dor de cabeça infernal, como eu nunca havia sentido após um treino. Não entendi na hora, mas depois eu explico a minha suspeita.

Eu treinei com o Garmin, que mostrou todas as informações corretamente, mais tarde, qundo fui transferir para o computador, o treino sumiu. Paciência. Os meus amigos no Linha de Chegada podem visualizar o treino, onde eu desenhei o percurso que fiz.

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Mais um registro de treino em esteira. Nesta segunda feira eu estava em Brasilia para uma reunisão e fiz o meu treino na esteira da academia do hotel. Esse foi o primeiro treino depois da internação na UTI, que mostrou o que qause um mês parado faz com o condicionamento, consegui correr em bom ritmo até completar 3 quilômetros, depois tive que alternar a velocidade, com trechos de caminhada e trote leve. Completei 6 km em 40:36, com ritmo médio de 6:46 min/km.

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Este post é só para registro, pois não tem muita coisa a ser dita de um treino em esteira. Eu planejei fazer um treino no Parque da Cidade, estava em Brasilia nesse dia, mas a chuva me impediu. Então fui à academia do hotel e fiz o treino na esteira. O destaque fica para o gráfico de batimento cardíaco, abaixo, que ficou bem estável, bem diferente das variações vistas quando corremos na rua, acho que isso se deve pelo ritmo constante que só se consegue na esteira.

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As inscrições para edição 2011 da Corrida de Natal – A Beira Mar é Sua, que ocorrerá no próximo dia 18, ja estão abertas. Este ano a corrida apresenta uma novidade que deve provocar polêmica: categoria de patins. Eu não imagino como administrar a corrida com patinadores e corredores compartilhando a Beira Mar, vamos ver. Eu fiz a minha inscrição.

Data e Hora: 18/12/2011 às 07:30
Local: Beira Mar (Marco 0)
Distância: 6 Km
Inscrições: As inscrições podem ser feitas pela Internet, no site da Chiptiming, ou na Loja Barcellos Sports, na Av. Padre Antônio Tomás, 850 – loja 21. A taxa de inscrição é de R$ 25,00, com acréscimo de R$ 4,00 para as inscrições pela Internet. A taxa sobe para R$ 30,00 após as primeiras 500 inscrições.

Consulte o regulamento da corrida, no mesmo link da inscrição.

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Esse relato está 3 semanas atrasado, após esta corrida muita coisa aconteceu, uma reunião de trabalho, a internação na UTI em Brasilia, retorno a Fortaleza e a semana de colocar a vida em ordem, depois da temporada no hospital. Mas eu não poderia deixar de relatar, pois foi, em vários aspectos, uma das minhas melhores corridas.

A Asics lançou este ano o conjunto de 4 meia-maratonas, chamadas Golden Four, com excelente estrutura e percursos favoráveis à melhora de tempo. Desde o lançamento senti vontade de participar, mas, como sempre, os circuitos de corridas das grandes marcas esportivas não passam por Fortaleza. As Golden Four aconteceram em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasilia; então já havia desistido de participar. Mas em conversas com amigos. principalmente com o Pedro Paulo, um dos meus maiores incentivadores nas corridas de rua, resolvemos nos inscrever. No meu caso, o principal motivo foi o bom desempenho na Meia Maratona do Rio.

Pré-corrida: a inscrição feita pela Internet, unico meio disponível, sem taxa de conveniência. O kit, simples, foi entregue no sábado, em um evento montado com loja da Asics, mesas para almoço de massas e espaço para palestras. A entrega estava um pouco tumultuada, acho que organização não se ligou na quantidade de atletas inscritos. Em um balcão ao lado ficava o serviço de personalização de camisetas, um pouco desorganizado, mas legal, pena que nem todos ficaram sabendo, muita gente só soube do serviço no domingo, durante a corrida.

Concentração: o amanhecer foi com tempo fechado, anunciando chuva, que não veio. A largada ocorreu ao lado do Cruzeiro, que fica um pouco a frente do Memorial JK. Ali encontrei os amigos corredores de Fortaleza, em especial o Braz, que estava mais feliz que pinto no lixo, faltava dar cambalhotas de felicidade (foi sua estréia na meia-maratona). Os corredores, na entrega do kit, receberam pulseiras de ritmo, que serviram para a organização tentar disciplinar um pouco a largada – funcion0u em parte.

Percurso: Até o Km 12 foi um descidão quase sem fim, proporcionando bom ritmo, depois foram cerca de 4 quilômetros de subida constante e mais 5 quilômetros de descida. O balizamento estava bem feito, a marcação de quilometragem, presente a cada 2 quilômetros, era precisa e cheia de informação, junto a placa de quilômetro, um mostrador digital apresentava o tempo bruto da prova e o pace médio de quem passava por asquele marcador, recurso que eu ainda não tinha visto em outras corridas. Em um trecho do percurso, onde dividíamos a avenida com os carros, para fazer um retorno, tinhamos de trocar de faixa com os carros; o processo era feito com orientação de policiais que orientavam carros e corredores para evitar incidentes; como era de se esperar, uma fila de carros se formou neste local, mas, para surpresa dos cearenses, tão afeitos à buzina, nenhum motorista buzinava ou expressava impaciência. Quase a mesma coisa que acontece nas corridas em Fortaleza. A hidratação, água e isotônico, a cada 3 quilômetros também ajudou bastante

Pós prova: a primeira surpresa na chegada foi a recepção pela medalhista de ouro na maratona no Pan de Guadalajara, Solonei Silva, que todo simpático, cumprimentava os atletas. Muto legal. A entrega das medalhas, isotônico, toalha e lanche foram bem rápidas.

A minha corrida: ao me inscrever para essa corrida, embalado pelo bom desempenho na Meia do Rio, onde baixei a minha marca de 2h25 (Meia Maratona de Fortaleza) para 2h08, planejei fazê-la abaixo de 2 horas, mas aí veio o problema do tornozelo e tive de ficar um tempo parado e achava que não conseguiria um bom tempo, mas consegui: 2h00min11s, não foi abaixo de 2 horas, mas quase. Deixei a meta para a Meia de Paris. Essa foi a minha melhor corrida, consegui um ritmo bom, o clima ajudou, pois o sol demorou a aparecer, o clima não estava seco demais, o asfalto liso, a hidratação, tudo contribuiu.

O objetivo da Asics ao criar esse grupo de corridas foi atingido, todos com quem conversei baixaram seus tempos e estavam plenamente satisfeitos. Participamos de um evento voltado para o corredor, horário, percurso, serviços, tudo feito para que pudéssemos nos superar e fazer aquilo que mais gostamos: correr. Eu usei um cronômetro simples além do GPS, foi a primeira vez que corri usando dois relógios; foi bom, pois acompanhava meu ritmo pelo GPS e o tempo total pelo cronômetro, o que me auxiliou a fazer as estimativas de tempo de chegada e saber quando podia desacelerar um pouco e quando devia apertar o ritmo. Talvez eu adote essa prática em outras corridas.

Abaixo os detalhes da corrida no Garmin Connect, alguns gráficos apresentam um final estranho. Explico: esqueci de para o GPS e um trecho após o final da prova foi registrado.

Braz, demorou, mas saiu. Abraço, meu amigo.

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As inscrições para a tradicional corrida de rua promovida pela Unifor já estão abertas, reconhecida e aprovada pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), podendo serem feitas pela internet ou presencialmente.

Data e Hora: 11/12/2011 às 07:00
Local: Unifor (Praça Edson Queiróz)
Distância: 10 Km
Inscrições: As inscrições podem ser feitas pela Internet, no site da corrida, ou na  Divisão de Assuntos Desportivos (DAD), na Avenida Washington Soares, Nº 1321, das 8h00 às 21h00 de segunda a sexta, e das 8h00 às 17h00 aos sábados, até o dia 03/12. Taxa de inscrição de R$ 35,00

Para outras informações ou maiores detalhes, acesso o site da corrida.

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Eu estou devendo alguns posts, principalmente o post sobre a minha participação na meia maratona Golden Four Asics de Brasilia, ocorrida no último dia 6, quase duas semanas atrás; mas antes eu tenho algo mais importante para contar.

Após a meia maratona, voltei a Fortaleza, e rapidamente fui a Brasilia novamente, dessa vez a trabalho, para uma reunião de 3 dias. Na quinta feira, na noite que antecedeu o último dia de reunião, houve um coquetel de confraternização. Ao final voltei para o quarto cansado e, como tinha comido muito pouco, medi a glicemia e tomei menos insulina que o habitual. Acordei com dor de estômago, indisposto, achando que algo que comi não havia caído bem no estômago; não tomei café da manhã e, por consequencia, não tomei insulina, consegui participar da primeira parte da reunião suportando a dor; almocei algumas bolachas e, por medo de ter uma hipoglicemia, não tomei insulina de novo.

A parte da tarde da reunião foi abandonada no meio, pois a dor de estomago aumentou e comecei a sentir outros sintomas, inclusive um que identifiquei mais tarde como taquicardia, também comecei a ficar desidratado e a dor de estomago se revelou uma dor abdominal forte. Desisti de voltar a Fortaleza na noite de sexta e já estava resolvido que faria o retorno no sábado, mas com a avançar da noite eu me senti pior e chamei amigos para me ajudarem. Fui levado ao hospital e rapidamente atendido, prontamente diagnosticado com cetoacidose diabética, facilmente identificado pelo hálito cetônico, fui encaminhado à UTI, onde passei 4 dias até me recuperar.

Antes de entrarmos no assunto principal, vamos estudar como funciona, em termos simples, o funcionamento das células do corpo, no que diz respeito à obtenção de energia: todo o alimento que consumimos se transforma em glicose, em tempos e dosagens diferentes. Essa glicose permanece no sangue, é armazenada no fígado como glicogênio, utilizada pelas células ou armazenada nas células de gordura. Esse aproveitamento da glicose só é possível pela ação da insulina, que é secretada pelo pâncreas segundo a necessidade do corpo, segundo a quantidade de glicose presente no sangue. Se a glicose está escassa no sangue, ou seja, quando as células não conseguem obter glicose normalmente, o corpo lança mão de outras formas de obtenção de energia: a fabricação de glicose pelo fígado utilizando tecido adiposo. Essa fabricação produz corpos cetônicos, que são ácidos e acidificam o sangue e essa condição traz risco de vida ao diabético.

A cetoacidose diabética é causada pela ausência de insulina no sangue, o que aumenta a taxa de glicose a níveis muito elevados e inicia o processo de queima de gordura, com a acidificação do sangue aparecem os sintomas como a poliúria (urina abundante), sede e fome aumentados, evoluindo para desidratação, taquicardia, náuseas, pressão baixa, dor abdominal, hálito cetônico, chegando a confusão mental, desmaio, podendo levar ao coma e ao óbito.

O tratamento é simples e 100% eficaz, se for iniciado logo. A  administração da insulina na dose correta, que reduz a taxa de glicose no sangue, o soro que reidrata e ajuda a equilibrar o pH e a reposição de potássio, normalmente perdido junto à urina abundante, rapidamente revertem os sintomas sem deixar qualquer sequela posterior.

Bem, entrei na UTI na noite de sexta-feira, rapidamente me medicaram e em poucas horas os sintomas se abrandaram e a missão era estabilizar a taxa de glicose e a química sanguínea. Essa estabilização levou 4 dias, somente fui liberado quando as taxas de glicose estavam aceitáveis e o pH do sangue correto, ainda vou ter de repor um pouco do potássio perdido. Agora estou bem, como se nada houvesse acontecido, fora a experiência e a lição.

O tratamento em UTI é um desafio psicológico, pois lhe é tirado praticamente toda a autonomia, o paciente tem poucas decisões a tomar, pois são inúmeros profissionais em sua volta, médicos, enfermeiras, auxiliares, nutricionistas, etc, todos com a convicção que sabem cuidar melhor de você do que você mesmo, e isso você já provou quando chegou naquele estado. Outro aspecto é o isolamento, fiquei os quatro dias incomunicável, sem poder sair da cama, ligado a aparelhos e monitores, e só tinha uma hora de visita. Fora dali ficam a família e os amigos convivendo com a realidade de ter alguém querido na UTI e o peso dessa afirmação. Ao falarmos com família e amigos nunca conseguimos passar a real situação do doente, pois no meu caso, eu estava bem, fora de qualquer risco, mas ainda assim estava na UTI.

A experiência e a lição: não somos uma ilha, vivemos cercados de pessoas que, de maneiras diferentes, se importam com a gente. O tempo que passei na UTI me fez pensar, em vários momentos, que a situação estava mais difícil para meus pais, esposa e filhos, do que para mim mesmo. Eu estava bem cuidado, longe de qualquer dúvida ou escolha, isolado. E o mundo acontecendo lá fora. E isso é outra lição: o mundo não para se você parar, as coisas continuam. Isso é um conforto para alguns, mas para outros, que se acham imprescindíveis, é uma tormenta.

Eu sou diabético a 14 anos, até então não havia experimentado nenhuma complicação da diabetes, isso me dava certa segurança e, talvez, tenha me levado ao que aconteceu. Aprendi.

Agora agradeço a minha esposa, aos meus filhos e pais, pela força que me deram, aos amigos que me deram apoio em Brasilia, em especial a Ivana e o Giovanni, às palavras de carinho e apoio de colegas e amigos. Agradeço também a equipe do Hospital Santa Helena, em Brasilia, onde fiquei internado, todos foram muito atenciosos.

 

 

 

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